
O mercado de shows no Brasil entrou em 2026 com uma transformação clara: não se trata apenas de quem tem a música mais tocada, mas de quem consegue transformar repertório em espetáculo e espetáculo em experiência.
De um lado, o sertanejo consolidado, com artistas como Gusttavo Lima, investindo pesado em estruturas cinematográficas, painéis de LED 360º e ativações VIP. Do outro, o piseiro e o forró eletrônico, puxados por nomes como João Gomes e Wesley Safadão, dominando festas populares, vaquejadas e eventos de massa.
O que mudou?
Tudo.
A Era do Show-Experiência
O público brasileiro deixou de ir apenas para “assistir” um artista. Ele quer:
Cenografia imersiva
Telões com narrativa visual
Interação ao vivo
Participações surpresa
Momentos pensados para viralizar
O palco virou conteúdo.
O show virou produto audiovisual.
Hoje, muitos artistas pensam o evento já como recorte para redes sociais. O refrão precisa funcionar ao vivo e em vídeo vertical.
Sertanejo: Estrutura Premium e Ticket Alto
O sertanejo se posiciona cada vez mais como entretenimento premium. Artistas como Ana Castela e grandes nomes do agro-pop vêm atraindo patrocinadores fortes do setor agroindustrial, ampliando orçamento e visibilidade.
Características dessa nova fase:
Camarotes empresariais
Experiências backstage vendidas como upgrade
Shows com mais de 2h de duração
Estrutura de festival em cidades médias
O resultado?
Ticket médio maior e eventos com perfil corporativo.